
É assim que o jornalista inglês Andrew Keen se auto-intitula em “O Culto do Amador”. (Para quem nunca ouviu falar, o Vale do Silício é uma região situada na Califórnia onde várias empresas como Apple, Microsoft , Google e Yahoo! foram gestadas). Em seu livro, que foi alvo de muitas críticas e gerou polêmica nos Estados Unidos, Keen se levanta contra a Web 2.0 e faz duras críticas às novas redes, acusando-as de serem uma ameaça à cultura, ao jornalismo, à música e à arte de qualidade.
Por incrível que pareça, Keen confessa ser viciado naquilo que denuncia e pode ser seguido no Twitter ou adicionado no Facebook, porém critica a maneira com a qual as mídias sociais se desenvolvem. Um dos pontos que defende é que com a Web 2.0 qualquer um pode publicar seu conteúdo na internet, tanto um jornalista profissional, quanto você, eu, ou mesmo um garotinho de 12 anos, chamando isso de revolução da “autopublicação”, onde amadores podem publicar o que quiserem sem ganhar dinheiro, gerando cada vez mais ruído e pouca qualidade, desacreditando o jornalismo profissional.
Há quem concorde, há quem discorde e também quem concorde em partes. De qualquer forma, vale à pena ler “O Culto do Amador – como blogs, myspace, youtube e a pirataria digital estão destruindo nossa economia, cultura e valores” e passar a amar, seguir ou odiar Andrew Keen.
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