Já dura 11 dias a greve iniciada pelos funcionários da TV Cultura.
O motivo foi o descomprimento de reajuste salarial de 5,83% e 35% de abono, medidas decididas em acordo coletivo, porém renegadas posteriormente pela Fundação Padre Anchieta. Calcula-se que a greve tenha adesão de 80% dos radialistas da rede de televisão.
Na segunda-feira passada, o sindicato dos jornalistas, que receberam reajuste de 6,83% em dezembro do ano passado, optou por não participar da greve no momento.
A programação da TV Cultura já sofre com a paralisação: os telecursos exibidos das 5h às 8h não estão indo ao ar, e programas como "Vitrine" e "Repórter Eco" não tiveram suas próximas edições finalizadas. Até mesmo o "Jornal da Cultura" está comprometido, exibindo apenas material produzido por outras emissoras e agências.
O presidente da Fundação Padre Anchieta, Paulo Markun, ainda não fez nenhum pronunciamento a respeito das negociações. Um radialista disse ao site Mídia Independente que "como o sistema de transmissão é quase automático os programas vão ser substituídos por desenhos animados ou reprises de programas, nos quais basta dar um play".
No site do sindicato dos radialistas, um documento indicava uma assembléia marcada para ontem às 16h no Tribunal. Nada ainda foi divulgado a respeito do resultado dela, nem mesmo se ocorreu.
Enquanto isso, ao invés de sequer noticiar o ocorrido, duas emissoras de conteúdo infinitamente inferior travam uma batalha de egos ridícula da qual nem o telespectador sai ganhando.
Via Cultureba e Mídia Independente

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